@Verdade Editorial: É muita cara de pau

É muito descaramento por parte dos indivíduos ligados ao partido Frelimo, quando o assunto são as dívidas contraídas de forma ilegal. Ou seja, volvidos mais de 4 anos após o Tribunal Administrativo ter constatado que o Governo de Armando Guebuza, sem a devida autorização do Parlamento moçambicano, emitiu avales e garantias para os bancos Credit Suisse e VTB, o partido Frelimo veio a público afirmar de forma peremptória que ainda tem dúvidas que os empréstimos da Proindicus, EMATUM e da MAM sejam ilegais.

Mesmo com a detenção de Manuel Chang e informações obre o envolvimento de figuaras séniores do partido no poder, o secretário- geral da Frelimo, durante a sua visita à província de Maputo, expeliu verborreia ao demonstrar que ainda duvida que ilegalidades aconteceram no processo de contratação de empréstimos aos bancos Suíço e Russo.

É preciso muita cara de pau por parte senhor Roque ao apelar que as instituições de Justiça vejam se há desvios dentro deste processo ou não. Não preciso ser um advinho para se dar conta do que um bando de indivíduos, ligados ao partido Frelimo, sem nenhuma réstia sentimento com o sofrimento da população moçambicana vendeu a pátria. É evidente, para que quer ver sem ameias ideológicas ou amarras políticas, o quão os moçambicanos foram colocados numa crise económica sem precedentes por um grupo de gananciosos e sem escrúpulos.

Por mais que uma montanha caia sobre o secretário-geral, não se vai dar conta de que os seus comparsas venderam o país. Não porque ele seja lento a entender as coisas, mas porque o sujeito, em defesa dos seus, preferi acreditar que é normal os seus “camaradas” roubarem os moçambicanos, até porque eles têm vindo a fazer isso desde a Independência Nacional.

O outro sujeito que está a fazer- -se de desentendido perante o escândalo das dívidas ilegais é o mentor do maior caso de corrupção da história de Moçambique, o ex-Presidente da República, Armando Guebuza. O sujeito, sem o mínimo de vergonha na cara, encheu a boca para afirmar que luta pela sua pátria, quando questionado sobre as dívidas ilegais. Como se isso não bastasse, vangloriando- se, o ex-Chefe de Estado, classificou os empréstimos às empresas Proindicus, EMATUM e MAM como “medidas de natureza estratégico-militar”, disse que exalta a sua pátria.

Num país normal e com uma Justiça funcional, esses sujeitos deveriam já estar mofar numa minúscula cela, não só por terem hipotecado o futuro do país, mas também por insultarem a inteligência dos moçambicanos.

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