Adriano Maleiane, na Cimeira Financial Times: Economia moçambicana vai ser sustentável a partir de 2024

Foto de Fim de SemanaO ministro da Economia e Finanças considera que a economia moçambicana vai ser sustentável, uma vez que a partir de 2024 contará com um reforço adicional das receitas fiscais provenientes da exploração do gás natural na Bacia do Rovuma, em Cabo Delgado.

Adriano Maleiane, que falava durante a terceira edição da Cimeira Financial Times em Moçambique, ocorrida esta quinta-feira, 8 de Novembro, em Maputo, com o apoio do Standard Bank, referiu que a média de crescimento económico do País, entre 2015 e 2022, poderá situar-se em 5.3 por cento.

“Isto é sinal de que a economia está a ter uma retoma, podendo, futuramente, atingir os níveis registados no passado”, sustentou o governante, realçando o facto de o sector de gás natural poder representar, numa primeira fase, uma posição significativa, devido à contribuição das receitas fiscais, sobretudo do sector A.

A perspectiva do Executivo, conforme indicou Adriano Maleiane, é de que as receitas do gás sirvam de fonte de financiamento ao desenvolvimento, particularmente nas áreas do turismo, energia, infraestrutura e, particularmente, a agricultura, esta última que tem enfrentado dificuldades em obter financiamento no mercado.

Num outro desenvolvimento, o ministro avançou que a conta de transacções correntes do País é estruturalmente deficitária, o que demonstra que a economia moçambicana precisa de investimentos nacional e estrangeiro, assim como a participação do sector privado e instituições fortes para apoiar o desenvolvimento.

“Estamos a fazer a consolidação fiscal que consiste em crescer na austeridade, o que significa fazer com que todo o dinheiro seja aplicado com eficácia”, sustentou Adriano Maleiane, ajuntando que os resultados disso são bons, pois, na área da receita, as despesas correntes são inferiores em relação às receitas correntes, gerando uma margem que pode servir para financiar parte dos investimentos e amortizar a dívida.

À margem da cimeira, que decorreu sob o tema “Construindo as bases para a recuperação económica”, o administrador delegado do Standard Bank, Chuma Nwokocha, referiu-se à necessidade de se acelerar o processo de paz, aprofundar a democracia, continuar com o combate à corrupção e a melhoria da administração da justiça, como algumas das medidas que podem ser tomadas para acelerar a recuperação da economia do País.

Chuma Nwokocha mencionou ainda a necessidade de se acelerar os progressos na facilitação de negócios, manter uma forte disciplina e transparência fiscal, reduzir os riscos relacionados com o elevado nível de endividamento público e implementar políticas macroeconómicas adequadas que garantam a estabilidade macroeconómica.

O Standard Bank, como parceiro do Governo com vista a impulsionar a atracção e implantação de investimentos para o País, vai continuar a apoiar os investidores a implantarem os seus projectos em Moçambique, segundo garantiu o administrador delegado, prestando serviços bancários, que incluem a consultoria, originação e estruturação de operações, aconselhamento e financiamento, utilizando os recursos que o Banco dispõe no País.

“Ao apresentar-se com um banco sólido, com um forte balanço, com boa governação corporativa, transmite uma forte mensagem de confiança aos investidores sobre a robustez do sistema financeiro em Moçambique e sobre as oportunidades que esta economia oferece”, concluiu Chuma Nwokocha.

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