30 por cento dos clientes estão suspensos: Consumidores de água devem 1.7 biliões de meticais à AdeM

A empresa Águas da Região de Maputo (AdeM) procedeu, na segunda-feira, 25 de Novembro, ao lançamento do Programa Acelerado e Integrado de Redução de Perdas (PAIRP) que visa, essencialmente, imprimir mudanças profundas no seu desempenho e eficiência, diminuindo o índice actual de perdas, de 50 por cento para 19 por cento, até 2023.

Trata-se de um programa que vai incidir sobre o controlo da dívida acumulada de clientes que, neste momento, atinge cerca de 1.7 biliões de meticais, representando 80 por cento da facturação mensal, com tendência a crescer, na ordem de 15 a 20 por cento, por mês.

Pretende-se ainda com este programa erradicar aspectos relacionados com a suspensão de clientes, o consumo de água não facturada, a resolução de questões ligadas à eficiência energética, capital humano, abastecimento de água 24/24horas, uso de contadores fiáveis, entre outros.

Intervindo na ocasião, Elias Machava, presidente do Conselho de Administração da AdeM, referiu-se à necessidade de introduzir mudanças na empresa, pois a única forma para fazê-la crescer é, efectivamente, apostar na transformação, com vista a alcançar os resultados pretendidos. “Precisamos nos engajar num processo de transformação para a sustentabilidade da empresa, olhando para os próximos três anos”, disse, realçando que “nós queremos uma AdeM diferente e eficiente, que possa fazer mais do que aquilo que faz actualmente”.

Segundo consta, a AdeM está a operar a um nível correspondente a 50 por cento do seu potencial: “Acreditamos que é possível fazer mais. É por isso que estamos aqui hoje para reflectir e discutir ideias sobre como vamos implementar o Programa Acelerado e Integrado de Redução de Perdas”, frisou.

Com uma carteira de 264.000 clientes, dos quais 30 por cento estão suspensos ou consomem água ilegalmente, a AdeM, conforme indicou Elias Machava, tem o desafio de acabar com esta irregularidade. Por outro lado, existem casos de clientes que constam da base de dados da empresa, cujo consumo de água é facturado, sem, no entanto, ser pago, porque a empresa não consegue efectuar a devida cobrança.

“Trata-se de um problema que desafia a nossa eficiência e forma de actuar. Os custos de operação como a energia eléctrica e produtos químicos, representam 40 por cento da estrutura de custos, mas 50 por cento desses custos não conseguimos recuperar através dos clientes. Estes são alguns dos factores críticos que devemos ter em consideração”, enfatizou.

Importa realçar que, com o PAIRP, a AdeM pretende implementar a mudança e criar, de forma acelerada, condições para que todos os colaboradores da empresa se sintam parte do processo de transformação e, de forma individual ou colectiva, contribuam para o alcance dos objectivos preconizados.

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